
Nos dias de hoje, a internet tornou-se num dos principais meios de obtenção de informação, sendo possível pesquisar sobre inúmeros temas, entre os quais saúde e nutrição. Quantas vezes já não fomos abordados por um colega ou familiar “Vi na internet esta dieta” ou “Na internet vi que não se devia comer isto”. De onde vem esta informação? Será esta fidedigna? Muitas vezes recorremos à internet de modo a esclarecer alguma dúvida, curiosidade, patologia, entre outras, no entanto, prende-se uma questão essencial – Como avaliar a qualidade da informação obtida na internet?
Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que não existem regras para colocar informação na internet. Qualquer pessoa que possua o equipamento e o conhecimento pode colocar uma página ou um blogue em funcionamento. Em segundo lugar, é fundamental tomar em consideração a fonte da informação. Muitas páginas não especificam onde obtiveram determinada informação, e podem muitas vezes estar a fazer alegações sensacionalistas e incorrectas do ponto de vista científico, levando ao conhecimento errado ou enviesado por parte das pessoas. Os sites de instituições educacionais (.edu), de agências do governo (.gov) ou de organizações (.org), geralmente possuem uma maior credibilidade do que os sites comerciais (.com), nos quais a intenção principal é vender um certo produto ou ideia, e não o de educar as pessoas. Finalmente, quando nos encontramos perante alegações acerca de nutrientes, suplementos dietéticos ou outros produtos, ou mesmo resultados de estudos é necessário ter em consideração quem fez o estudo por trás das alegações, quantas pessoas envolveu o estudo, se os resultados foram publicados em revistas científicas de renome, entre outras. Antes de considerar algo como uma verdade absoluta, informe-se com profissionais da área.
Deixamos-lhe algumas dicas para que consiga mais facilmente identificar fontes de informação menos fidedigna:
• Recomendações que prometem uma cura/melhoria/perda de peso rápidas;
• Alertas associados ao consumo de um único produto ou regime alimentar;
• Alegações que parecem boas de mais para ser verdade;
• Recomendações baseadas num único estudo;
• Afirmações dramáticas que claramente vão contra a evidência científica actual;
• Listas restritivas de alimentos “permitidos” e “proibidos”;
• Recomendações feitas com o intuito de vender um produto ou suplemento.
A internet tornou-se um membro fundamental da nossa sociedade, sendo muitas vezes educacional para todos nós. Apesar disto, não se esqueça de não acreditar em tudo o que lê na internet. Se parece bom de mais para ser verdade, provavelmente é. Caso necessite de algum esclarecimento em casos de patologias, para perda de peso ou mesmo para adquirir hábitos alimentares mais saudáveis, recorra a um profissional de nutrição.
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